- IGESPAR, Parque Arqueológico do Vale do Côa, Department Memberadd
- Archaeological GIS, Animation, Ethnoarchaeology, Rock Art (Archaeology), Palaeolithic Archaeology, Theoretical Archaeology, and 18 moreIron Age Iberian Peninsula (Archaeology), Upper Paleolithic, Prehistoric Art, Marxism & Archaeology, Heritage Conservation, Social Identity, Cultural Heritage Management, Prehistory, Roman Pottery, Amphorae (Archaeology), Scientific Divulgation, Iron Age, Archaeology, Cerâmica campaniense, Céramique campanienne, Black-glaze pottery, Hunter-Gatherer Archaeology, and Lithic Refittingedit
Este livro pretende ser um guia básico para os visitantes da arte do Vale do Côa. Baseando-se na informação científica apurada até ao momento, o seu objectivo é tornar o discurso científico acessível ao público do Parque Arqueológico do... more
Este livro pretende ser um guia básico para os visitantes da arte do Vale do Côa. Baseando-se na informação científica apurada até ao momento, o seu objectivo é tornar o discurso científico acessível ao público do Parque Arqueológico do Vale do Côa, para que este entenda e conheça melhor a arte que vai observar, de forma a melhor usufruí-la.
Esta é hoje uma das maiores dificuldades da Pré-história e da Arqueologia em geral. Pretendendo tornar-se ciências socialmente relevantes, elas confrontam-se com a dificuldade de transmitir o seu conhecimento técnico aos cidadãos não iniciados. A grande dificuldade reside em evitar os dois extremos, o discurso científico hermético e a simplificação romanceada, comum nos populares códigos pseudo-científicos. Procurámos a virtude no meio. O leitor avaliará se o conseguimos.
Esta é hoje uma das maiores dificuldades da Pré-história e da Arqueologia em geral. Pretendendo tornar-se ciências socialmente relevantes, elas confrontam-se com a dificuldade de transmitir o seu conhecimento técnico aos cidadãos não iniciados. A grande dificuldade reside em evitar os dois extremos, o discurso científico hermético e a simplificação romanceada, comum nos populares códigos pseudo-científicos. Procurámos a virtude no meio. O leitor avaliará se o conseguimos.
Research Interests:
Começa-se com uma procura de definição das cerâmicas campanienses, seguindo-se uma análise do panorama das cerâmicas de verniz negro no actual território nacional, tendo por base as indicações bibliográficas. Passa-se depois à definição... more
Começa-se com uma procura de definição das cerâmicas campanienses, seguindo-se uma análise do panorama das cerâmicas de verniz negro no actual território nacional, tendo por base as indicações bibliográficas.
Passa-se depois à definição do espaço que serviu de contexto a um conjunto de objectos que servem de base ao estudo, e da sua evolução. Procura-se deste modo compreender a organização da antiga cidade de Mértola, desde os inícios do I milénio até ao período romano, definindo-se assim a perspectiva sob a qual pretendemos abordar as suas cerâmicas campanienses: as relações da cidade com o Mediterrâneo.
Segue-se então a descrição do espólio estudado, terminando-se com a análise das informações que dele pudemos retirar.
Passa-se depois à definição do espaço que serviu de contexto a um conjunto de objectos que servem de base ao estudo, e da sua evolução. Procura-se deste modo compreender a organização da antiga cidade de Mértola, desde os inícios do I milénio até ao período romano, definindo-se assim a perspectiva sob a qual pretendemos abordar as suas cerâmicas campanienses: as relações da cidade com o Mediterrâneo.
Segue-se então a descrição do espólio estudado, terminando-se com a análise das informações que dele pudemos retirar.
Research Interests:
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Analysis of the role of the character Palaeolithic Man, created by cartoonist Luís Afonso for the Bartoon series published in the daily newspaper Público, within the context of the fight for preservation of the Palaeolithic Art of the Côa... more
Analysis of the role of the character Palaeolithic Man, created by cartoonist Luís Afonso for the Bartoon series published in the daily newspaper Público, within the context of the fight for preservation of the Palaeolithic Art of the Côa Valley (classified as world heritage by UNESCO). The study followed the exhibition “The Artist of the Moment: the Palaeolithic Man”, organised by the Côa Park Foundation in the Côa Museum between 28th September and 9th December 2019. The author also analyses how the character survived the events it was born from, as a reflection and projection of ideas about the past, present and future.
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A arte paleolítica do Vale do Côa apresenta um conjunto de recursos estilísticos para a representação do movimento, que incluem a decomposição e recomposição do movimento. 25.000 anos antes da invenção da fotografia e da projeção, este... more
A arte paleolítica do Vale do Côa apresenta um conjunto de recursos estilísticos para a representação do movimento, que incluem a decomposição e recomposição do movimento. 25.000 anos antes da invenção da fotografia e da projeção, este recurso é formalmente semelhante à imagem-movimento, que está na base do cinema contemporâneo. Para além de comprovarem a modernidade formal desta arte, a representação de ações pressupõe uma narrativa subjacente, que se procura descodificar.
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Este texto debruça-se sobre a rocha 7 da Faia, um dos sítios que compõem o conjunto de arte paleolítica do Vale do Côa. Trata-se do segundo espaço parietal deste sítio criado durante o Paleolítico Superior, muito provavelmente durante o... more
Este texto debruça-se sobre a rocha 7 da Faia, um dos sítios que compõem o conjunto de arte paleolítica do Vale do Côa. Trata-se do segundo espaço parietal deste sítio criado durante o Paleolítico Superior, muito provavelmente durante o intervalo temporal compreendido entre o Gravettense e o Solutrense médio. Contrariamente à maior parte dos espaços parietais do Côa, este não se encontra ao ar livre, mas sob abrigo, em zona de penumbra. A composição que nele se encontra é constituída apenas por uma cerva e uma possível unidade gráfica não figurativa, ambas conseguidas por picotagem. Na primeira parte do texto serão descritos a metodologia de estudo, o sítio e a rocha em si. Ao longo dos capítulos 4 a 6 será discutida a importância da rocha nos contextos do sítio, do Vale do Côa e da arte paleolítica da Península Ibérica.
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Apresentamos uma análise da ação dos fogos florestais na Zona Especial de Proteção do Vale do Côa entre 1994 e 2015. Segue-se um balanço das áreas afetadas em termos de unidades paisagísticas e património arqueológico, distinguindo os... more
Apresentamos uma análise da ação dos fogos florestais na Zona Especial de Proteção do Vale do Côa entre 1994 e 2015. Segue-se um balanço das áreas afetadas em termos de unidades paisagísticas e património arqueológico, distinguindo os dois tipos principais de registos da região: painéis de arte rupestre e registos arqueossedimentares. A partir dos impactos verificados e potenciais delineia-se um plano de ação para minimizar a ação dos incêndios neste património inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO.
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Apresenta-se um registo de cheias do Vale do Côa desde 1996, baseado nas informações contidas nos relatórios dos vigilantes dos núcleos de arte rupestre do Parque e Museu do Côa, estabelecendo-se uma relação entre o caudal do rio Côa e... more
Apresenta-se um registo de cheias do Vale do Côa desde 1996, baseado nas informações contidas nos relatórios dos vigilantes dos núcleos de arte rupestre do Parque e Museu do Côa, estabelecendo-se uma relação entre o caudal do rio Côa e precipitação com as cheias registadas. Apesar desta relação com os agentes naturais, a causa imediata das cheias no Baixo Côa é de natureza antrópica recente, residindo na construção da ensecadeira da barragem do Côa. Analisa-se o impacto das cheias sazonais na arte do Vale do Côa, concluindo-se que, para além da atividade humana, a modificação humana da dinâmica do sistema hidrológico do Baixo Côa constitui a mais séria ameaça à sua integridade, apresentando-se a solução para o problema.
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Se a arte do Côa é conhecida sobretudo por se tratar do mais importante conjunto de arte paleolítica ao ar livre do mundo, ela apresenta outras fases artísticas, que chegam até ao século XX. Um dos conjuntos mais importantes e ainda pouco... more
Se a arte do Côa é conhecida sobretudo por se tratar do mais importante conjunto de arte paleolítica ao ar livre do mundo, ela apresenta outras fases artísticas, que chegam até ao século XX. Um dos conjuntos mais importantes e ainda pouco conhecido consiste na arte rupestre da Idade do Ferro, que constitui hoje a segunda mais relevante fase artística da arte rupestre do Vale do Côa.
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O ano de 2013 foi o ano com a segunda maior área ardida no interior da ZEP do Vale do Côa desde 1994. Regista -se o incêndio total da área do Monumento Nacional do Núcleo Arqueológico de Habitat Paleolítico do Salto do Boi/Cardina, (Santa... more
O ano de 2013 foi o ano com a segunda maior área ardida no interior da ZEP do Vale do Côa desde 1994. Regista -se o incêndio total da área do Monumento Nacional do Núcleo Arqueológico de Habitat Paleolítico do Salto do Boi/Cardina, (Santa Comba), o incêndio de 31% da área do Núcleo de Arte Rupestre da Ribeirinha (Almendra), de 27% da área Núcleo de Arte Rupestre da Quinta da Barca (Chãs) e de 2% da área do Núcleo de Arte Rupestre da Faia (Cidadelhe). Apesar destes números, o impacto imediato no património não foi particularmente devastador. Os dados disponíveis apontam para que a realidade dos incêndios na região é profundamente influenciada pela ação humana, concentrando-se no final do verão e deflagrando em períodos de baixa atividade humana, quando as condções naturais não potenciam a ignição.
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Graphical perspective is a conquest of artistic representation in face of the limitations of two-dimensional supports, but the illusion of the fourth dimension (time) is far more complex. Besides signs, the first artists depicted live... more
Graphical perspective is a conquest of artistic representation in face of the limitations of two-dimensional supports, but the illusion of the fourth dimension (time) is far more complex. Besides signs, the first artists depicted live beings, and therefore developed graphic solutions that would convey motion. A variety of solutions have been continuously repeated and reinvented throughout history which culminates in the motion pictures. We propose the definition of a typology for graphic conventions aiming to convey motion, from the examples of the Côa Valley rock art.
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This paper presents the results obtained by an experimental approach applied to the study of lithic remains recovered at Upper Palaeolithic sites of the Côa Valley. The archaeological questions are: - The reconstruction of lithic tools... more
This paper presents the results obtained by an experimental approach applied to the study of lithic remains recovered at Upper Palaeolithic sites of the Côa Valley.
The archaeological questions are:
- The reconstruction of lithic tools operative schemes and the interpretation of the economy of local and extra-regional raw-material categories;
- Functional interpretation of burnt elements, recovered in a sedimentary context unable to preserve bone and charcoal;
- The search of parallels between quartzite lithic tools and the main techniques used in the Côa valley rock art.
These reconstructions were elaborated as a referential for the study of archaeological remains, but they could also be used for a larger public. However, we advert for the danger of using these experimental results to elaborate models extrapolated from these short flashes of hunter-gatherer daily life, discarded during 200 centuries in the Côa Valley sites.
The archaeological questions are:
- The reconstruction of lithic tools operative schemes and the interpretation of the economy of local and extra-regional raw-material categories;
- Functional interpretation of burnt elements, recovered in a sedimentary context unable to preserve bone and charcoal;
- The search of parallels between quartzite lithic tools and the main techniques used in the Côa valley rock art.
These reconstructions were elaborated as a referential for the study of archaeological remains, but they could also be used for a larger public. However, we advert for the danger of using these experimental results to elaborate models extrapolated from these short flashes of hunter-gatherer daily life, discarded during 200 centuries in the Côa Valley sites.
Research Interests:
Upper Palaeolithic authorship of open-air rock art is a fairly recent discovery. After Altamira and cave art, the discovery of Coa Valley rock art and its archaeological context was pivotal in the process by which this new reality... more
Upper Palaeolithic authorship of open-air rock art is a fairly recent discovery. After Altamira and cave art, the discovery of Coa Valley rock art and its archaeological context was pivotal in the process by which this new reality achieved scientific recognition. Although stylistically similar and representing the same general species (mostly horses, aurochs, ibex and deer), these images were inscribed in rock panels distributed within the same territories exploited by their forager authors. Interpretation of why certain surfaces were chosen and what function these images served must be based on the study of the geological nature of the engraved panels, dating of the engravings and their subsequent evolution. Once these factors have been evaluated, it will be possible to interpret the distribution of the Coa Valley’s two most important phases (pre-Magdalenian and Lateglacial) and consider their visibility and possible spatial relations. Our final goal will be to try to understand this rock art in its social contexts.
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Análise da relação entre a Banda Desenhada e a Arte Paleolítica, a partir da apresentação da obra de Banda Desenhada “La Légende de la Grotte de Niaux”, referindo-se outros exemplos que tratam do mesmo assunto. Conclui-se que,... more
Análise da relação entre a Banda Desenhada e a Arte Paleolítica, a partir da apresentação da obra de Banda Desenhada “La Légende de la Grotte de Niaux”, referindo-se outros exemplos que tratam do mesmo assunto. Conclui-se que, apresentando uma forma e conteúdo variados, a banda desenhada reflete a perceção social sobre a arte paleolítica, com todos os seus preconceitos. Ela apresenta-se contudo como um importante meio de divulgação do discurso científico.
From the Wall to the Paper: Palaeolithic Art and Comic Books
An analysis of the relationship between Comics and Palaeolithic Art, from the comic book “La Légende de la Grotte de Niaux” and other examples. We conclude that this subject is treated differently by the different examples presented, all of them conveying Palaeolithic art’s social perception, with its prejudices. Nevertheless comics are powerful media to convey scientific discourse.
From the Wall to the Paper: Palaeolithic Art and Comic Books
An analysis of the relationship between Comics and Palaeolithic Art, from the comic book “La Légende de la Grotte de Niaux” and other examples. We conclude that this subject is treated differently by the different examples presented, all of them conveying Palaeolithic art’s social perception, with its prejudices. Nevertheless comics are powerful media to convey scientific discourse.
Research Interests:
Late-glacial and Iron-Age open-air rock art of the Côa River Valley shows a similar spatial distribution, with several clusters along the Côa and Douro River tributaries that are mostly exposed to the southeast. In this report, we try to... more
Late-glacial and Iron-Age open-air rock art of the Côa River Valley shows a similar spatial distribution, with several clusters along the Côa and Douro River tributaries that are mostly exposed to the southeast. In this report, we try to determine whether the artists of both periods deliberately chose the same natural panels for rock art or its present-day spatial distribution is imposed by formation and weathering processes, previous or subsequent to the engraving. Geological structural analysis, from regional to field scales, shows a NNE-SSW sinistral strike-slip fault system that crosses the study area, together with a set of fracture/joints with the same orientation and formed by the same tectonic stress. Direct field measurement and the description of 713 natural panels, engraved and un-engraved, reveal that the preserved rock art panels correspond to the most common tectonic fracture/joint systems (NNE-SSW) of the study area. Locally, the hydrographic network is conditioned by the same structural control. Differential weathering exists between the panels exposed on opposite margins of watercourses, with preferential degradation of the rock art panel surfaces exposed to the NW. We propose that, on the scale of the valley, the surface weathering of the rock art panels results from differential solar radiation, humidity, lichen and bryophyte colonisations. Interpretation of field observations, a frequency-probabilistic procedure, pair-wise comparison matrix and geographic information system analysis were combined to evaluate a Côa panel formation and preservation predictive model using archaeological, topographical and hydrological data. Four variables were extracted and weighted from the collected data, including topographic slope and aspect, solar radiation and cost-weighted distance to watercourses, which were used as environmental input data. The archaeological input data (rock art occurrences) were used to calculate the variable ratings and to evaluate both the Côa panel formation and preservation predictive model and external validation maps, with the results showing an agreement of 80% and 70%, respectively. Field verification revealed unknown rock art panels in areas with high and very high values. The Côa panel formation and preservation predictive model provides a useful framework to guide survey and heritage management.
Research Interests:
"We shall analyse the Iron Age Côa Valley rock art based on a social construction of spatial approach. We base our assumptions on its geography and on an iconographic analysis,
confronted with classic sources and Celtic mythology."
confronted with classic sources and Celtic mythology."
Research Interests:
Estudo das cerâmicas campanienses identificadas durante as escavações do Castelo da Lousa (Mourão, Portugal), entre 1997 e 2002.
Research Interests:
The Côa Valley Palaeolithic open air rock art was made public during the second half of the 1990s. The discovery of this first art of the light, only previously hinted by a few sites in the Iberian Peninsula, was announced amidst a... more
The Côa Valley Palaeolithic open air rock art was made public during the second half of the 1990s. The discovery of this first art of the light, only previously hinted by a few sites in the Iberian Peninsula, was announced amidst a controversy that had international repercussions. In the Côa Valley a battle was fought between the conservation of a unique heritage and the construction of a large hydroelectric project that was threatening it. Conservation won, due to the efforts of the Portuguese citizens and of the international scientific community.
The site was classified as a National Monument in 1997 and as World Heritage the following year. The controversy and modern recognition of this rock art ensemble was mainly caused by its Palaeolithic cycle. However, as surveys continued it was clear that in the same sites, and sometimes in the same panels, there were rock art motifs from other phases than the Palaeolithic. The Côa Valley has today one of the longest rock art cycles. Over 800 engraved panels are grouped in more than 40 sites, along the last 12 miles of the River Côa, and around its confluence with River Douro. Beginning in the Upper Palaeolithic, regional artistic practice continued throughout post-glacial phases. It comprises examples of sub-schematic and schematic motifs of the first agriculturalists, an ichnographically rich Iron Age rock art, ending in an historic phase, when it was produced mainly by millers, between the 17th century and the 1950s.
Basing our analysis in its natural context, we shall present here the general features of this vast ensemble of Holocene rock art, in the context of the populations that produced and used it.
The site was classified as a National Monument in 1997 and as World Heritage the following year. The controversy and modern recognition of this rock art ensemble was mainly caused by its Palaeolithic cycle. However, as surveys continued it was clear that in the same sites, and sometimes in the same panels, there were rock art motifs from other phases than the Palaeolithic. The Côa Valley has today one of the longest rock art cycles. Over 800 engraved panels are grouped in more than 40 sites, along the last 12 miles of the River Côa, and around its confluence with River Douro. Beginning in the Upper Palaeolithic, regional artistic practice continued throughout post-glacial phases. It comprises examples of sub-schematic and schematic motifs of the first agriculturalists, an ichnographically rich Iron Age rock art, ending in an historic phase, when it was produced mainly by millers, between the 17th century and the 1950s.
Basing our analysis in its natural context, we shall present here the general features of this vast ensemble of Holocene rock art, in the context of the populations that produced and used it.
Research Interests:
"Para lá da arte paleolítica, o Vale do Côa apresenta um conjunto notável de cronologia proto-histórica, ainda mal conhecido. Num texto anterior procurámos fazer um ponto da situação e apresentar pistas para a interpretação desta arte, a... more
"Para lá da arte paleolítica, o Vale do Côa apresenta um conjunto notável de cronologia proto-histórica, ainda mal conhecido. Num texto anterior procurámos fazer um ponto da situação e apresentar pistas para a interpretação desta arte, a partir da temática de fronteira (Luís, 2008).
Neste texto procuramos desenvolver este caminho interpretativo. Partindo da íntima relação entre esta arte e o espaço geográfico em que foi inscrita e de uma perspectiva de construção social desse mesmo espaço, atrevemo-nos a apresentar indícios para a interpretação da sua iconografia, confrontando-a com outros exemplos de iconografia peninsular, as fontes clássicas e elementos da mitologia de raiz céltica."
Neste texto procuramos desenvolver este caminho interpretativo. Partindo da íntima relação entre esta arte e o espaço geográfico em que foi inscrita e de uma perspectiva de construção social desse mesmo espaço, atrevemo-nos a apresentar indícios para a interpretação da sua iconografia, confrontando-a com outros exemplos de iconografia peninsular, as fontes clássicas e elementos da mitologia de raiz céltica."
Research Interests:
Publicação de intervenção arqueológica em frente à rocha 24 da Ribeira de Piscos (Vale do Côa).
Research Interests:
Passados dez anos da descoberta das gravuras rupestres do Vale do Côa, cujo segundo período artístico mais relevante se situa em momentos proto-históricos, o nosso desconhecimento acerca desse período é ainda muito grande. Neste texto... more
Passados dez anos da descoberta das gravuras rupestres do Vale do Côa, cujo segundo período artístico mais relevante se situa em momentos proto-históricos, o nosso desconhecimento acerca desse período é ainda muito grande.
Neste texto procura fazer-se um ponto da situação do que conhecemos da arte e ocupação humana do vale durante o I milénio a.C., inserindo a sua análise no período subsequente. A partir do ponto da situação propõem-se pistas para a investigação futura.
Neste texto procura fazer-se um ponto da situação do que conhecemos da arte e ocupação humana do vale durante o I milénio a.C., inserindo a sua análise no período subsequente. A partir do ponto da situação propõem-se pistas para a investigação futura.
Research Interests:
"The Côa valley rock art can be seen as an interesting case study concerning rock art and the social identity theory. Firstly, it presents one of the longest artistic cycles in the world, from the Upper Palaeolithic to the 1950s.... more
"The Côa valley rock art can be seen as an interesting case study concerning rock art and the social identity theory. Firstly, it presents one of the longest artistic cycles in the world, from the Upper Palaeolithic to the 1950s. Different social groups marked the same landscape, sometimes the same rock panels, with rock art, using similar techniques.
Nevertheless, in this case, we are not facing indigenous societies, such as in Australia or the Americas, where modern groups perceive rock art as their own practice and heritage, and reclaim it.
So, although modern researchers can perceive a diachronic sequence on the artistic expression in the valley, it is not perceived as such by the local population. In this paper we argue that current research and the facts related with the modern discovery of the art imply a totally different perception of rock art, by two different social groups, living and engraving in the same space."
Nevertheless, in this case, we are not facing indigenous societies, such as in Australia or the Americas, where modern groups perceive rock art as their own practice and heritage, and reclaim it.
So, although modern researchers can perceive a diachronic sequence on the artistic expression in the valley, it is not perceived as such by the local population. In this paper we argue that current research and the facts related with the modern discovery of the art imply a totally different perception of rock art, by two different social groups, living and engraving in the same space."
Research Interests:
Paradigmático a vários títulos, o processo de identificação e preservação da arte rupestre do Vale do Côa, aliado às suas características próprias, teve igualmente repercussões ao nível da forma como compreendemos o património... more
Paradigmático a vários títulos, o processo de identificação e preservação da arte rupestre do Vale do Côa, aliado às suas características próprias, teve igualmente repercussões ao nível da forma como compreendemos o património arqueológico na sua relação com o planeamento do território
Research Interests:
Friso cronológico da arte e ocupação humana do Vale do Côa, desde o Paleolítico superior até à abertura do Museu do Côa.
Research Interests:
Na sequência da divulgação da descoberta dos primeiros vestígios de arte rupestre do Vale do Côa, iniciou-se um processo de investigação arqueológica relativo à arte e respec¬tivo contexto arqueológico. Como resultado dessa investigação... more
Na sequência da divulgação da descoberta dos primeiros vestígios de arte rupestre do Vale do Côa, iniciou-se um processo de investigação arqueológica relativo à arte e respec¬tivo contexto arqueológico.
Como resultado dessa investigação procedeu-se à criação de um primeiro inventário relativo aos sítios arqueológicos identificados. Numa primeira fase, tratava-se de uma simples base de dados, que não se encontrava directamente relacionada com a sua refe¬renciação cartográfica.
No decurso da elaboração da proposta de criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no contexto do previsto na Lei n.º 107/2001 (n.º 7 do art.º 75.º), procedeu-se à transformação do inventário existente num projecto SIG, integrando-se a base de dados e a respectiva representação gráfica geo-referenciada.
No presente texto descreve-se todo o processo de constituição da carta arqueológica, com as suas dificuldades. Assinalam-se as virtudes e limitações da fase actual de de¬senvolvimento, e apontam-se os futuros passos a seguir, num projecto em construção permanente. Finalmente, salienta-se a importância deste instrumento de trabalho na in-vestigação e gestão do território em questão, no quadro do futuro plano de ordenamento de parque arqueológico (Decreto-Lei n.º 131/2002, de 11 de Maio).
Como resultado dessa investigação procedeu-se à criação de um primeiro inventário relativo aos sítios arqueológicos identificados. Numa primeira fase, tratava-se de uma simples base de dados, que não se encontrava directamente relacionada com a sua refe¬renciação cartográfica.
No decurso da elaboração da proposta de criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no contexto do previsto na Lei n.º 107/2001 (n.º 7 do art.º 75.º), procedeu-se à transformação do inventário existente num projecto SIG, integrando-se a base de dados e a respectiva representação gráfica geo-referenciada.
No presente texto descreve-se todo o processo de constituição da carta arqueológica, com as suas dificuldades. Assinalam-se as virtudes e limitações da fase actual de de¬senvolvimento, e apontam-se os futuros passos a seguir, num projecto em construção permanente. Finalmente, salienta-se a importância deste instrumento de trabalho na in-vestigação e gestão do território em questão, no quadro do futuro plano de ordenamento de parque arqueológico (Decreto-Lei n.º 131/2002, de 11 de Maio).
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Avalia-se a descoberta da arte do Côa no contexto do desenvolvimento dos estudos pré-históricos em Portugal.
Research Interests:
"Os autores apresentam os resultados da escavação do sítio do Fariseu, na área do Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa, Guarda), integrado na Lista do Património Mundial da Unesco pela expressiva presença de... more
"Os autores apresentam os resultados da escavação do sítio do Fariseu, na área do Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa, Guarda), integrado na Lista do Património Mundial da Unesco pela expressiva presença de manifestações de arte paleolítica ao ar livre. Pela primeira vez, foi possível obter a datação absoluta dos níveis arqueológicos que selavam um dos painéis gravados, ao mesmo tempo que se identificava o maior conjunto de arte sobre suporte móvel conhecido em território português, directamente associado a vestígios de fauna do Paleolítico superior.
The authors present the results of excavations at the Fariseu site in the area of the Vale do Côa Archaeological Park (Vila Nova de Foz Côa, Guarda), which has been classified as World Heritage by Unesco due to the importance of its Palaeolithic open-air rock art.
It was possible, for the first time, to obtain absolute datings of archaeological layers which sealed one of the engraved panels. It was also possible to identify the most important set of Palaeolithic portable art known in Portugal, which is directly related to vestiges of Upper Palaeolithic fauna."
The authors present the results of excavations at the Fariseu site in the area of the Vale do Côa Archaeological Park (Vila Nova de Foz Côa, Guarda), which has been classified as World Heritage by Unesco due to the importance of its Palaeolithic open-air rock art.
It was possible, for the first time, to obtain absolute datings of archaeological layers which sealed one of the engraved panels. It was also possible to identify the most important set of Palaeolithic portable art known in Portugal, which is directly related to vestiges of Upper Palaeolithic fauna."
Research Interests:
Perspectiva geral da arte e ocupação humana do Vale do Côa desde o Paleolítico superior até a momentos históricos.
Research Interests:
Na região mais setentrional da Beira desenvolveu-se um dos mais longos ciclos artisticos do mundo em volta do troço final do rio Côa. Esse ciclo teve origem durante o Paleolítico superior, mas estendeu-se até tempos históricos, terminando... more
Na região mais setentrional da Beira desenvolveu-se um dos mais longos ciclos artisticos do mundo em volta do troço final do rio Côa. Esse ciclo teve origem durante o Paleolítico superior, mas estendeu-se até tempos históricos, terminando por volta de meados do século XX. A partir desta característica única, examina-se a prática artística de um dos últimos gravadores do Vale do Côa -José Alcino Tomé -, analisam-se as potencialidades e limites do método etnoarqueológico e aplicam-se os resultados ao estudo da arte paleolítica do Vale do Côa, fundamentalmente no domínio do processo criativo gráfico.
Research Interests:
"Nesta nota publica-se um conjunto de fragmentos de ânforas romanas da Classe 3, provenientes de Mata-Filhos, um pequeno sítio de natureza fortificada, localizado 10 quilómetros a noroeste de Mértola. Estes materiais são integrados no... more
"Nesta nota publica-se um conjunto de fragmentos de ânforas romanas da Classe 3, provenientes de Mata-Filhos, um pequeno sítio de natureza fortificada, localizado 10 quilómetros a noroeste de Mértola. Estes materiais são integrados no conjunto de ânforas da mesma classe conhecidas em território nacional, de forma a melhor compreender o contexto importador.
Relacionam-se as ânforas de Mata-Filhos com um conjunto de materiais arqueológicos conhecidos na região de Mértola, datados do século II e inícios do I a.C., concluindo-se que eles confirmam esta região, provida de interesse económico e com acesso facilitado ao mar, como um palco dos acontecimentos político-militares do processo de conquista romana e consequentes convulsões."
Relacionam-se as ânforas de Mata-Filhos com um conjunto de materiais arqueológicos conhecidos na região de Mértola, datados do século II e inícios do I a.C., concluindo-se que eles confirmam esta região, provida de interesse económico e com acesso facilitado ao mar, como um palco dos acontecimentos político-militares do processo de conquista romana e consequentes convulsões."
Research Interests:
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Publicação de uma inscrição romana de Monsanto (Castelo Branco).
Research Interests:
"O presente artigo é fruto do trabalho desenvolvido no âmbito do estudo arqueológico do concelho de Alvaiázere, que os autores realizaram em 1992. Trata-se de um concelho pouco estudado a este nível, havendo apenas algumas notícias... more
"O presente artigo é fruto do trabalho desenvolvido no âmbito do estudo arqueológico do concelho de Alvaiázere, que os autores realizaram em 1992. Trata-se de um concelho pouco estudado a este nível, havendo apenas algumas notícias dispersas de achados efectuados no início deste século.
Sendo um período onde o artefacto era visto como objecto de arte, totalmente separado do contexto da sua proveniência, não é de admirar que, até a data, seja desconhecido o contexto de muitos achados de bronze verificados nesta região.
0s estudos posteriormente desenvolvidos, que se referiram a estes materiais, não foram marcados por um esforço de precisão quanto a sua exacta localização contextual. Durante a nossa pesquisa pudemos clarificar alguns destes aspectos, de que agora damos conhecimento."
Sendo um período onde o artefacto era visto como objecto de arte, totalmente separado do contexto da sua proveniência, não é de admirar que, até a data, seja desconhecido o contexto de muitos achados de bronze verificados nesta região.
0s estudos posteriormente desenvolvidos, que se referiram a estes materiais, não foram marcados por um esforço de precisão quanto a sua exacta localização contextual. Durante a nossa pesquisa pudemos clarificar alguns destes aspectos, de que agora damos conhecimento."
Research Interests:
Se a perspectiva é uma conquista da representação artística às limitações de suportes bidimensionais, mais complexa é a reprodução da quarta dimensão: o tempo. Para além de signos, os primeiros artistas representaram seres vivos, tendo... more
Se a perspectiva é uma conquista da representação artística às limitações de suportes bidimensionais, mais complexa é a reprodução da quarta dimensão: o tempo.
Para além de signos, os primeiros artistas representaram seres vivos, tendo por isso recorrido a recursos gráficos que lhes conferissem vida através do movimento.
Existe um conjunto variado de soluções que se vão repetindo e reinventando ao longo da história e que culminam na reprodução de imagens em movimento. Mas o cinema não é a única, nem sequer a primeira, forma de reprodução do movimento, surgindo já prefigurado na primeira arte da humanidade.
Propomo-nos definir uma tipologia das convenções gráficas que têm por objectivo a reprodução do movimento, a partir da arte rupestre do Vale do Côa, estabelecendo paralelos com a história da arte.
Graphical perspective is a conquest of artistic representation in face of the limitations of two-dimensional supports, but the reproduction of the fourth dimension (time) is far more complex.
Besides signs, the first artists depicted live beings, and therefore developed graphic solutions that would convey motion.
Humanity has used a variety of solutions that are continuously being repeated and reinvented throughout history which culminate in the reproduction of motion pictures. But cinema is not the only, and certainly not the first, form to graphically reproduce motion, since this feature already appears in the first art of the humankind.
We propose to define a typology for graphic conventions aiming to reproduce motion, from the examples of the Côa Valley rock art, with parallels with other examples through-out the history of art.
Para além de signos, os primeiros artistas representaram seres vivos, tendo por isso recorrido a recursos gráficos que lhes conferissem vida através do movimento.
Existe um conjunto variado de soluções que se vão repetindo e reinventando ao longo da história e que culminam na reprodução de imagens em movimento. Mas o cinema não é a única, nem sequer a primeira, forma de reprodução do movimento, surgindo já prefigurado na primeira arte da humanidade.
Propomo-nos definir uma tipologia das convenções gráficas que têm por objectivo a reprodução do movimento, a partir da arte rupestre do Vale do Côa, estabelecendo paralelos com a história da arte.
Graphical perspective is a conquest of artistic representation in face of the limitations of two-dimensional supports, but the reproduction of the fourth dimension (time) is far more complex.
Besides signs, the first artists depicted live beings, and therefore developed graphic solutions that would convey motion.
Humanity has used a variety of solutions that are continuously being repeated and reinvented throughout history which culminate in the reproduction of motion pictures. But cinema is not the only, and certainly not the first, form to graphically reproduce motion, since this feature already appears in the first art of the humankind.
We propose to define a typology for graphic conventions aiming to reproduce motion, from the examples of the Côa Valley rock art, with parallels with other examples through-out the history of art.
Research Interests:
Apresenta-se a cartografia das áreas ardidas durante o verão de 2013 na área da Zona Especial de Proteção do Vale do Côa, que corresponde à segunda maior área ardida desde 1994. Faz-se uma caracterização dos fogos florestais de 2013, no... more
Apresenta-se a cartografia das áreas ardidas durante o verão de 2013 na área da Zona Especial de Proteção do Vale do Côa, que corresponde à segunda maior área ardida desde 1994. Faz-se uma caracterização dos fogos florestais de 2013, no contexto dos dados conhecidos para os anos de 1994 a 2012, concluindo-se que esta área apresenta um risco elevado de fogo florestal.
A área ardida em 2013 corresponde sobretudo a áreas de vegetação, denunciando o impacto destes incêndios no património natural de uma região parcialmente integrada em duas áreas inscritas na Rede Natura 2000. Para além disso, verifica-se um impacto menor ao nível económico, pela destruição de campos e culturas. No entanto, essa destruição é mais consequência do que causa do abandono dos campos e da desertificação humana.
Ao nível do património arqueológico regista-se um impacto direto na área classificada de quatro sítios classificados como Monumento Nacional (Cardina, Quinta da Barca, Ribeirinha e Faia). Os impactos verificados não se revelaram de grande gravidade no curto prazo. Contudo, estes sítios representam os principais riscos identificados para os dois tipos de vestígios arqueológicos da área, arte rupestre e registo arqueológico em contexto sedimentar. Ao nível do registo arqueoestratigráfico, a maior ameaça reside no risco de aumento da erosão dos solos, propiciada pela destruição do coberto vegetal. As ameaças ao património artístico rupestre (bens culturais imóveis) resultam de uma possível fracturação térmica (não documentada), da modificação físico-química, da acumulação de partículas orgânicas e sobretudo da alteração das películas silicometálicas e crostas de meteorização, que cobrem as superfícies gravadas, contribuindo para a conservação das gravuras.
Conclui-se que, uma vez definidas as principais ameaças, são necessários estudos mais aprofundados para determinar e quantificar o impacto dos fogos florestais a médio e longo prazo, tendo em conta a realidade da área e do seu património. Por outro lado, propõem-se, desde já, algumas medidas de prevenção, minimização e combate aos fogos na área, que contemplam, nomeadamente, o corte da vegetação arbustiva junto aos painéis e a criação de uma equipa de implementação das medidas preventivas, vigilância e primeiro combate aos fogos florestais na área da ZEP.
A área ardida em 2013 corresponde sobretudo a áreas de vegetação, denunciando o impacto destes incêndios no património natural de uma região parcialmente integrada em duas áreas inscritas na Rede Natura 2000. Para além disso, verifica-se um impacto menor ao nível económico, pela destruição de campos e culturas. No entanto, essa destruição é mais consequência do que causa do abandono dos campos e da desertificação humana.
Ao nível do património arqueológico regista-se um impacto direto na área classificada de quatro sítios classificados como Monumento Nacional (Cardina, Quinta da Barca, Ribeirinha e Faia). Os impactos verificados não se revelaram de grande gravidade no curto prazo. Contudo, estes sítios representam os principais riscos identificados para os dois tipos de vestígios arqueológicos da área, arte rupestre e registo arqueológico em contexto sedimentar. Ao nível do registo arqueoestratigráfico, a maior ameaça reside no risco de aumento da erosão dos solos, propiciada pela destruição do coberto vegetal. As ameaças ao património artístico rupestre (bens culturais imóveis) resultam de uma possível fracturação térmica (não documentada), da modificação físico-química, da acumulação de partículas orgânicas e sobretudo da alteração das películas silicometálicas e crostas de meteorização, que cobrem as superfícies gravadas, contribuindo para a conservação das gravuras.
Conclui-se que, uma vez definidas as principais ameaças, são necessários estudos mais aprofundados para determinar e quantificar o impacto dos fogos florestais a médio e longo prazo, tendo em conta a realidade da área e do seu património. Por outro lado, propõem-se, desde já, algumas medidas de prevenção, minimização e combate aos fogos na área, que contemplam, nomeadamente, o corte da vegetação arbustiva junto aos painéis e a criação de uma equipa de implementação das medidas preventivas, vigilância e primeiro combate aos fogos florestais na área da ZEP.
